Posicionamento oficial

Nota de Repúdio

Minha história não começou nesta matéria. Minha reputação não pertence a manchetes. Minha trajetória foi construída com trabalho.

«Seguirei falando pelos documentos. Eles têm data. Eles têm assinatura. E eles não mudam de versão.»

Thaís Proença Cremasco · OAB/SP 321.567

A autora, de blazer vermelho, em pose reflexiva
Posicionamento oficial

Nota de Repúdio

Venho a público manifestar meu repúdio à matéria recentemente publicada envolvendo meu nome, construída a partir de informações incompletas, distorcidas e apresentadas de forma sensacionalista, com evidente prejuízo à verdade dos fatos.

A reportagem não apenas ignora documentos, datas, assinaturas, extratos e elementos já entregues às autoridades competentes, como também apresenta ao público uma narrativa que mistura pessoas, clientes, advogados, relações familiares e responsabilidades distintas, produzindo uma falsa impressão sobre a minha atuação profissional.

É necessário esclarecer, de forma objetiva, que a pessoa apresentada na matéria como se fosse minha irmã não é minha irmã. Trata-se de pessoa ligada a outro núcleo familiar de José Antonio Cremasco, contra quem já existe decisão judicial reconhecendo conduta persecutória em relação a mim, inclusive com determinação para que se abstivesse de me citar e de utilizar meu nome.

Esse dado não é irrelevante. A origem da denúncia precisa ser analisada com seriedade, pois não se trata de uma pessoa neutra, desinteressada ou legitimamente ligada à minha trajetória profissional. Trata-se de alguém que jamais integrou a minha história de trabalho, jamais construiu comigo uma atuação jurídica, jamais participou da minha rotina profissional e, ainda assim, agora tenta se colocar publicamente como porta-voz de uma narrativa que me atinge de forma direta.

Também não pode ser ignorado que essa movimentação parte de pessoas que se encontram no exterior e que estão inseridas em um contexto familiar marcado por disputas, conflitos graves e episódios judiciais extremamente sérios, inclusive envolvendo sua genitora. Não transformarei esta nota em um inventário de fatos privados de terceiros, mas todos esses elementos serão apresentados, quando necessário, nas instâncias competentes, para demonstrar o contexto real por trás da tentativa de exposição pública do meu nome.

Repudio, portanto, a forma como a matéria escolheu apresentar essa pessoa ao público, como se fosse minha irmã, como se tivesse legitimidade familiar direta sobre a minha vida e como se sua fala estivesse dissociada de histórico judicial anterior de perseguição contra mim. Essa omissão compromete a seriedade da narrativa publicada.

Não falo por vaidade. Não falo para preservar aparência. Falo por respeito à minha história, ao meu trabalho e às centenas de mulheres e trabalhadores que defendi e continuo defendendo ao longo da minha trajetória.

Sou filha do primeiro casamento de José Antonio Cremasco. Trabalho desde os 17 anos de idade. Construí minha vida profissional com estudo, trabalho, audiências, processos, atendimentos, enfrentamento diário e defesa de pessoas em situação de vulnerabilidade. Não aceitarei que pessoas que nunca construíram essa caminhada, que nunca viveram a responsabilidade de uma audiência, que nunca sustentaram uma carreira pela própria atuação profissional, tentem destruir publicamente a minha imagem para obter visibilidade.

Minha história não começou nesta matéria. Minha reputação não pertence a manchetes. Minha trajetória foi construída com trabalho.

É igualmente necessário reafirmar: jamais me apropriei de valores de clientes. Os documentos demonstram que minha conta era indicada por José Antonio Cremasco em processos cujos valores eu não administrava e que não estavam sob minha gestão. Os contratos eram firmados com a empresa dele, as ordens partiam dele e essa dinâmica está registrada em documentos, mensagens, extratos bancários e demais elementos já entregues às autoridades.

Em documentos assinados sob as penas da lei, José Antonio Cremasco reconheceu expressamente sua responsabilidade pela gestão financeira do antigo escritório, pelas dívidas contraídas em meu nome e pela condução dos processos de cobrança de clientes vinculados à sua empresa. Esses documentos estão em poder das autoridades competentes e serão apresentados sempre que necessário.

A matéria também omite que outras pessoas, inclusive advogados que atuaram naquele ambiente, tiveram suas carreiras e reputações atingidas por condutas cuja responsabilidade não pode ser atribuída genericamente a todos que, em algum momento, trabalharam no antigo escritório. Há clientes mencionados que sequer eram meus clientes, mas sim de outros profissionais. A tentativa de transformar toda uma estrutura complexa em uma acusação pessoal contra mim é injusta, irresponsável e incompatível com a verdade documental.

Não me escondo. Não me beneficiei. Não me apropriei de dinheiro de clientes.

Fui também vítima de violência patrimonial, de dívidas contraídas em meu nome, de prejuízos milionários, de uso indevido da minha imagem, da minha confiança e da minha trajetória. As autoridades têm conhecimento dos fatos, dos documentos e das circunstâncias que envolvem essa história.

O que causa indignação é ver pessoas que viveram durante anos à sombra de uma estrutura sustentada pelo trabalho do antigo escritório, usufruindo de conforto e luxo produzidos por esse ambiente, tentarem agora se apresentar como denunciantes isentas, apagando sua própria posição nessa história e buscando notoriedade às custas da destruição da minha imagem.

Não aceitarei que alguém sem trajetória profissional vinculada à defesa de trabalhadores, sem legado na advocacia, sem compromisso demonstrado com as pessoas que sofreram prejuízos e sem qualquer participação real na minha história venha tentar me transformar em personagem de uma narrativa falsa.

Repudio a matéria. Repudio a omissão de fatos essenciais. Repudio a apresentação enganosa de vínculos familiares. Repudio a tentativa de transformar perseguição pessoal em denúncia pública. Repudio qualquer insinuação de que eu tenha me apropriado de valores de clientes.

Seguirei falando pelos documentos.

Eles têm data.

Eles têm assinatura.

Eles foram entregues às autoridades.

E eles não mudam de versão.

Minha vida profissional foi construída com trabalho, defesa de direitos e compromisso com mulheres e trabalhadores. É por respeito a essas pessoas, e não por vaidade, que não permitirei que minha imagem seja manchada por quem busca fama onde nunca construiu história.

Thaís Proença Cremasco

OAB/SP 321.567

Canal de denúncia

Canal de Denúncia

Clientes exclusivos do Escritório Thaís Cremasco: procurem pelo canal de contato oficial do escritório para atendimento direto.

Se você foi cliente do Dr. José Antonio Cremasco até 2024 e foi lesado: Thaís Proença Cremasco não era sócia do escritório. Era uma advogada que trabalhava para José Antonio Cremasco, assim como outros profissionais. Não tem responsabilidade sobre os clientes lesados pelo escritório, mas tem a intenção de colaborar com todos os clientes para que recebam o que lhes é devido.

Preencha o formulário abaixo com seus dados. Todas as informações serão tratadas com sigilo e encaminhadas para as providências cabíveis.

Clique para selecionar arquivos

PDF, JPG, PNG, WebP

Todas as informações enviadas serão tratadas com absoluto sigilo e destinadas exclusivamente às providências necessárias junto às autoridades competentes.

Transparência

Perguntas e Respostas

«Falo pelos documentos. Eles têm data, têm assinatura, foram entregues às autoridades e não mudam de versão.»

Meu vínculo com o escritório

A decisão dos R$ 239 mil

O dinheiro e as contas

O que eu sabia

Os documentos e as provas

A origem da denúncia

As investigações

Os clientes prejudicados

A violência patrimonial

Sigo falando pelos documentos. Eles têm data. Eles têm assinatura. E não mudam de versão.

Thaís Proença CremascoOAB/SP 321.567

Gravura clássica: figura feminina confrontada por um demônio, alegoria da violência disfarçada
A violência que muitas vezes começa disfarçada de amor, confiança e proteção.
Sobre o livro

Testemunho, defesa e alerta

Este livro nasce como testemunho, defesa e alerta. Não pretende substituir qualquer investigação, processo ou decisão das autoridades competentes. Pretende contar, pela minha voz, a história de uma mulher que demorou a reconhecer a violência porque ela vinha de dentro da própria família.

Escrevo para que a verdade não seja soterrada, para que a vergonha não permaneça com a vítima e para que outras mulheres reconheçam, antes que seja tarde, os sinais de uma violência que muitas vezes começa disfarçada de amor, confiança e proteção.

Os capítulos

Quatro capítulos que percorrem o medo, a coragem, o silêncio e a prova.

I

A cama, o medo e a profecia

«Escrevo porque talvez esta seja a única forma de organizar o caos, porque preciso deixar registro e porque, antes que tentem contar a minha história por mim, preciso contá-la com a minha própria voz.»

II

O dia em que eu disse não

«Eu nunca tive medo de agressor nenhum, e talvez tenha sido exatamente por isso que demorei tanto para reconhecer o meu.»

III

A menina que aprendeu a se calar

«A violência raramente se apresenta de maneira organizada. Muitas vezes, ela entra pequena, silenciosa, quase sem nome, e passa a morar dentro da gente.»

IV

A verdade tem assinatura

«A minha dor existe antes de qualquer documento. Mas a verdade tem assinatura, e é a ela que eu me agarro agora — como quem finalmente encontrou provas de que não enlouqueceu.»

Leia o testemunho completo

Baixe gratuitamente o livro em PDF e compartilhe com quem precisa reconhecer os sinais da violência patrimonial antes que seja tarde.

Arquivo PDF · Leitura gratuita · Em português